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Friday, September 7, 2018

Cultura em Chamas

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Não tem como não falar a respeito de uma tragédia que presenciamos na noite deste último domingo. O Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro, com seus recém-completos 200 anos de história desde quando serviu de moradia para a família real durante sua estada aqui, que abrigava inúmeros itens de valor incalculável, um dos museus mais antigos de nosso país... simplesmente não existe mais, após ter sido destruído em um incêndio de proporções épicas, ainda sem explicação.


Foi realmente terrível. No dia, alguém me contou que havia um incêndio no museu, e a princípio eu até pensei que era algo pequeno. Liguei a televisão e parecia um inferno, chamas lambendo o prédio do museu sem piedade. O mais frustrante era ver como que os bombeiros estavam impotentes diante daquele fogaréu, com apenas uma escada magirus e sofrendo de falta de água na região. De maneira impiedosa, o fogo se alastrou pelo edifício histórico, destruindo tudo que encontrou pelo caminho. O incêndio só foi controlado depois de horas, e o museu ainda corre o risco de sofrer um desabamento. 

Entre alguns dos artefatos perdidos para sempre, havia o crânio de Luzia, fóssil humano mais antigo encontrado em território brasileiro, coleções de insetos como borboletas, múmias do Egito antigo, esqueletos de dinossauros, estátuas e esculturas de povos antigos, pinturas clássicas, livros e documentos raros, e muito mais. Além de toda a arquitetura do museu, que foi a moradia da família real e imperial.


Só sobrou o meteorito... Afinal de contas, um mega pedregulho que viajou pelo espaço e atravessou a atmosfera terrestre seria a única coisa capaz de sobreviver à incompetência brasileira.

Pois é... após a tragédia começou então a busca por respostas. E todo mundo se deu conta de que essa foi uma tragédia mais do que anunciada.

Não demorou para que começassem a usar o episódio com objetivo político. Sim, eles mesmo: a esquerda. Não demorou para começarem os clamores responsabilizando o Temer pelo incidente, teve até alucinado dizendo que o incêndio foi culpa do Bolsonaro. Aparecem um bando de entendidos dizendo que falta verba para manter os museus e a cultura no país, e teve até jornalistazinha da Globo esbravejando contra os bombeiros.


Acontece que a grande verdade é que essa turma estava pouco se fudendo para o museu. Está pouco se lixando para cultura. Digo cultura de verdade. 

Algo que eu não aceito é que digam que não tinha dinheiro. Puta que pariu, dinheiro é o que mais o governo tem. O problema não é verba, é gestão. Falta é vergonha na cara pra usar os recursos de uma forma inteligente, falta é definir as prioridades. Não é de hoje que o Museu Nacional passa por uma situação de total descaso, com problemas estruturais graves, não é um cenário que começou após o "gópi", como muitos bestalhões de martelo e foice no peito cismam em dizer.

Segundo se vê nas notícias, era necessário cerca de 500 a 600 mil reais por ano para manter o museu. Pode parecer uma verba astronômica, mas considerando a carga tributária deste país, essa é uma quantia relativamente pequena. O salário de um deputado custa o dobro disso, e são porrilhões de deputados, imagina só cortar a boquinha de meia dúzia deles o quanto que iria sobrar. 

Mas, vamos assumir que sim, os deputados são necessários... 


Vamos focar apenas na verba disponível para a cultura. Dinheiro que poderia ser destinado à manutenção de vários museus, para manter o patrimônio histórico espalhado em nosso país. 

O que você me diz, quando nos damos conta de que dinheiro público da cultura foi usado para financiar a exposição Queer Museu, aquela da criança viada?


Sim, dinheiro de cultura, usado para massagear o ego da turminha politicamente correta que adora defender uma causa LGBT polêmica. Foram captados 800 mil reais pra bancar essa exposição, repleta de "obras de arte" que fazem apologia ao homossexualismo e afins, juntamente com ofensas gratuitas contra a Igreja Católica. Pois sabemos bem que politicamente correto é a favor da tolerância religiosa... menos com os católicos. 

Para o Ministério da Cultura, para a Rede Globo e para a sociedade em geral, isso aí é cultura.

Manter e reformar o Museu Nacional? Ah, nisso ninguém tava interessado na época. Era mais legal enaltecer um quadro com uma dupla comendo uma cabra (no sentido bíblico) e um negão sendo enrabado e chupando uma pica ao mesmo tempo...


Oitocentos mil reais que poderiam bancar a manutenção do Museu Nacional e ainda ia sobrar dinheiro. Mas parece que a sociedade tinha outras prioridades quando o assunto é cultura.

Certamente vai aparecer algum politicamente correto dizendo "ah, mas a exposição foi bancada pelo Santander"... Sim, mas o dinheiro investido pelo Santander foi captado pelo Ministério da Cultura via Lei Rouanet. Esse investimento "dado" pelo Santander viria para isentar o banco de impostos, e sabemos bem quem pagaria a diferença.

Agora, me diz por que o Santander nunca se interessou em investir em uma causa realmente cultural? Será que eles investiriam o mesmo montante para cuidar do Museu Nacional?

Esse é o grande problema de nosso país. O nosso conceito de "cultura" é uma piada, principalmente pelo fato de que ela é ditada de maneira quase ditatorial pelos formadores de opinião politicamente corretos, influenciando a sociedade. Cultura é exposição de criança viada. Cultura é carnaval. Cultura é novela das oito. Cultura é Shimbalaiê e Caetano.


Museu histórico? Antiguidades? Fósseis e múmias? Ah, isso não tem graça...

Sejamos honestos aqui. Sabemos muito bem que a maioria da população brasileira não se interessa por museu. Ninguém acha graça, provavelmente essas pessoas preferem fazer outra coisa. É só você ver programas de TV e revistas, quando vão falar de programação cultural, quase sempre citam cinema, teatro e shows de música. Museu, muito raramente e só quando tem alguma exposição diferente, algo pra chamar a atenção.

Uso o próprio Museu Nacional como exemplo: os meios de comunicação só o anunciavam quando tinha algo especial. Tipo, quando chegou o esqueleto daquela baleia.


Fora isso, silêncio. Nem um pio. Ninguém se interessava pelo museu.

Isso é que eu acho engraçado... Sério, eu acho uma puta hipocrisia como que são as coisas. A maior parte da população pouco se interessa em visitar museu, aposto que muitos só pisaram no Museu Nacional em excursão da escola. Chega fim de semana e, em vez de ir lá prestigiar cultura de verdade, preferem ir pra barzinho, pra praia ou pro Maraca. Aí o museu vai pega fogo e vai pro caralho, e essas mesmas pessoas que nunca o valorizavam vão lá no "Feice" e botam imagenzinha no seu perfil de que estão de luto.


Sério, vai chupar um prego.

Ultimamente, museu que interessa ao brasileiro é só aquele na Praça Mauá, o tal do Museu do Amanhã. Afinal de contas, foi mais uma das obras faraônicas do período Copa-Olimpíada e que recebe uma maior atenção da sociedade pois por enquanto ele é "modinha", porque era "in" colocar selfie de frente para o museu pra ganhar jóinha das redes sociais. Não estou aqui criticando o museu em si, que tem a sua contribuição para a cultura de verdade; mas fato é que uma das principais razões que faz o Museu do Amanhã ter uma repercussão tão grande é o fator novidade, é aquilo que todo mundo está falando e ninguém quer ficar de fora.

Pode apostar que daqui a alguns anos o Museu do Amanhã vai passar pelo mesmo descaso que o Museu Nacional. É só aparecer algo novo que cairá no esquecimento.


Repito, não estou desprezando o Museu do Amanhã. Mas, eu até fico aqui pensando em uma coisa: por que houve tanto interesse e dedicação em construir um novo museu do zero, antes de recuperarmos vários museus que já estavam aí passando por problemas, como o Museu Nacional? É algo a se pensar...

Nessas horas deveria haver um Ministério da Cultura sério, pensando de uma forma estruturada no patrimônio cultural de nosso país. Mais ma vez digo, não estou dizendo que não devamos construir novos museus, muito pelo contrário, eu acredito que deveria haver um maior investimento na cultura de verdade. Acontece que o que não falta por aí são museus e outras construções históricas caindo as pedaços e sem nenhum tipo de amparo, e que deveriam receber uma atenção.

Pior de tudo é que nem o poder público se interessa pelos museus. Você vê o Ministério da Cultura tentando arrecadar fundos para show do Luan Santana, para exibição do Shrek no gelo, para pagar filme sobre a vida do Zé Dirceu e pra gravar DVD do Gilberto Gil... mas você não vê o mesmo ministério tentando preservar o patrimônio histórico de nosso país ou garantir a manutenção dos museus em situação precária. Isso não é interessante...

Tampouco é de interesse dos administradores do museu. Como sabemos, a UFRJ era responsável por isso, e sabemos também qual o viés político de suas lideranças. Por exemplo, o reitor da instituição foi um dos fundadores do Partido Socialista do Leblon, e apesar de sua provável ideologia comunista e de igualdade, o sujeito ganha 28 mil bruto por mês. Ou seja, só com ele gasta-se mais de 300 mil reais por ano, enquanto que em 2017 a UFRJ destinou apenas cerca de 25 mil para a manutenção do museu. Isso de um montante de quase 4 bilhões de reais (fonte daqui, referenciando informações oficiais do Senado Federal).


Bom, o que esperar de um reitor, que tem a autonomia de decidir a distribuição da verba pública de educação na universidade (conforme prega a Constituição), e que tem a pachorra de dizer que o MST contribui para a educação e a cultura?

Repito: o problema não é falta de verba, é falta de gestão e de vergonha na cara. E ainda aparece petralhotário dizendo que a culpa é do Temer...

A verdade é a cultura aqui em nosso país está entregue às baratas. Digo a cultura de verdade, pois a "cultura" baunilha politicamente correta, com MPB, Carnaval e criança viada, vai muito bem. Pois é isso que o povo gosta, é isso que a sociedade "do bem" quer. Para essas pessoas, cultura combina com rodinha de samba e não com esqueleto de dinossauro, cultura tem a ver com arte pró-LGBT e não com pinturas clássicas, cultura está associada ao repertório de Chico Buarque e não à memória de D. Pedro I. A comoção pela perda do Museu Nacional é só modinha, é momentânea, é só choro de um bando de imbecis que nunca se interessou em visitá-lo mas agora aparece aí arrotando frases em defesa pela cultura e pedindo pela recuperação do museu.

Parece que precisou o museu pegar fogo para a sociedade em geral reconhecer a sua importância. Aliás, agora é que realmente vai haver o interesse do poder público. Ora, todo mundo derramando lágrimas sobre os escombros desse patrimônio, é a hora de propor a sua reconstrução, que será apoiada em uníssono pela sociedade. E que vai chance para a velha corrupção, o conhecido desvio de verba. Por exemplo, se for custar 10 milhões, vão dizer que vai custar 50...


Enquanto isso, várias outras instituições e museus estão aí, na mesma condição em que estava o Museu Nacional. E que continuarão esquecidas... a não ser que um dia tenham o mesmo destino e peguem fogo... 
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