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Wednesday, November 21, 2018

Streets of Rage

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Chegou a hora de voltar no tempo e relembrar mais um dos grandes clássicos de videogame que marcou toda uma geração, um que merecia há tempo uma postagem por aqui. Essa é uma série de jogos que figura na lista de favoritos deste texugo, e aposto que tem muita gente que ainda nutre um carinho por esses jogos marcantes. Estou falando da sensacional saga do Streets of Rage. Já estou devendo essa postagem há muito tempo, e agora com o anúncio de que finalmente teremos o quarto jogo da saga, não podia deixar passar a oportunidade.


Como de costume, eu sempre disserto longamente aqui em uma introdução, e não será diferente pra falar do clássico "Ruas da Raiva", como a molecada babaca falava no colégio. Esse era um jogo do estilo beat'em-up, o que a gente costumava chamar por aqui de jogos de porradaria, onde você lutava sozinho contra um monte de inimigos, geralmente ao longo de fases que costumavam ter um chefão no final. A verdade é que no início da grande febre dos videogames a maioria dos jogos de luta era desse estilo, antes de surgimento dos clássicos de um contra um, como Street Fighter e Mortal Kombat.

Nessa época havia a já manjada disputa entre as duas gigantes, Sega e Nintendo. Era comum essa rivalidade, e que se demonstrava mais acirrada quando elas adquiriam a exclusividade de certos títulos, ou mesmo criava um próprio de grande destaque. Por exemplo, enquanto a Nintendo tinha os jogos de aventura do Mario, a Sega começou com aquele merda do Alex Kidd que tinha no Master System, até acertar com o Sonic. Uma competição que chegava a ser agressiva, como mostravam as propagandas da época, cada companhia acumulando suas vitórias e derrotas.

E isso se refletiu no que dizia respeito aos jogos de porradaria. Lá no início, esse estilo começou a ganhar fama com o Double Dragon, clássico dos fliperamas onde os irmãos gêmeos (para facilitar a vida dos programadores) Billy e Jimmy saiam na porrada para salvar a namorada de um deles, sequestrada por uma gangue que não tinha nada de muito útil pra fazer. E que no final saiam no braço pra ver quem ia ficar com a mina, mostrando como as mulheres podem levar a brigas de família entre dois irmãos gêmeos...


Bom, Double Dragon surgiu nos arcades e depois apareceu nos consoles de ambas as empresas, embora tivesse recebido mais continuações na Nintendo. Pouco tempo depois, a empresa do encanador bigodudo deu uma pancada na Sega com o Final Fight, que na época era um dos grandes sucessos nos fliperamas e que chegava aos lares no Super Nintendo. Mais uma vez, eles largavam na frente, enquanto o Mega Drive da Sega tinha como mais próximo desse estilo aquele jogo homo-erótico do Altered Beast.

Na boa, dois sujeitos anabolizados que ficavam ali só de sunguinha, dando porrada em zumbis e caveiras, tinha todos os traços de uma suruba grega ao som de Village People.


Aí é que surgiu a necessidade de um jogo de luta de verdade, sem bombados semi-nus que se transformavam em lobos. E com isso, em 1991 nasceu Streets of Rage (conhecido como Bare Knuckle no Japão), para iniciar a série que viria a conquistar uma fiel trupe de fãs que continuam até hoje.

O jogo se passa em uma cidade fictícia, cujo nome nunca é mencionado no jogo. Trata-se de uma cidade que veio a ser tomada por um sindicato do crime, comandado pelo bandidão de nome sugestivo Mr.X (um nome bem original, diga-se de passagem). A merdarama é tanta que até mesmo as autoridades se tornaram corruptas, com vários grupos que simpatizam com os criminosos e colaboram com a onda de violência que assusta os seus moradores.

Ou seja, parece que o jogo se passava em uma metrópole brasileira, como no Rio de Janeiro.


Enfim... e no meio de tudo isso, três jovens policiais decidem largar a farda e partir para a porrada, para salvar a cidade do crime. Esse era o enredo de Streets of Rage, podia não ser nada espetacular, mas pelo menos mudava um pouco para aquela manjada historinha do cara que ia salvar a sua namorada, raptada por uma gangue de lunáticos.

É o momento de apresentar os tais ex-policiais, que eram os lutadores que você podia escolher para jogar. Posso até estar enganado, mas fico com a impressão de que o Streets of Rage inovou bastante em relação aos estereótipos de personagens, que eram na época não muito "inclusivos". Correndo o risco de me confundirem com um politicamente correto revoltado, os jogos de luta naquela ocasião pareciam ter sido feitos para agradar uma supremacia ariana, trazendo sempre homens brancos como protagonistas. Acontecia no Double Dragon, acontecia no Final Fight da Nintendo. No máximo, tinha no meio ali algum japonês ou chinês... afinal de contas, jogo de porrada tem que ter algum oriental dando voadora ou coisa parecida.


Nesse ponto, Streets of Rage inovou. Embora existisse o sujeito branco, loiro de olhos azuis (parafraseando nosso ilustríssimo e condenado Luis Inácio Lula da Silva), o jogo trazia também uma mulher e um negro.


Mulher até que já aparecia em jogos assim. Embora não fosse exatamente um jogo de luta como conhecemos, no Golden Axe tinha aquela amazona fogosa. Fogosa sim, pois a magia dela era de fogo, e você fica aí pensando besteira! Mas, negro em jogo de luta, acho que só em jogo de boxe, acho que esse foi o primeiro beat'em-up que trazia um afro-descendente como protagonista. Se eu estiver enganado, comentem aí depois.

Os três amigos eram Axel, Adam e Blaze. Axel era o loiro musculoso, cujo estilo de luta era artes marciais (como assim?) e que curtia videogames, era o cara que viria a ser o lutador principal da série. Adam era o negão, lutador de boxe e que cultivava bonsai nas suas horas livres, E Blaze a mocinha simpática com pinta no rosto à la Cindy Crawford, que praticava judô e tinha como hobby dançar lambada.


Sim... eram os anos 90, e tinha essa merda de lambada, lembra?


Um pouquinho de cultura inútil: lá nos primórdios, enquanto ainda estava na fase de protótipo, os nomes eram diferentes: Axel se chamava Hawk e Adam era conhecido como Wolf. Apenas Blaze ficou com seu nome inalterado.


Você podia jogar com qualquer um deles, podendo ter um amigo pra jogar junto também, sem repetir o lutador. Embora os personagens fossem muito semelhantes, como vou comentar mais adiante, cada um deles era avaliado em relação a três quesitos: força, velocidade e pulo. Cada um recebia notas A para dois quesitos e B para um outro, que era seu ponto fraco. Embora sempre tinham dois personagens com uma boa classificação em um dos quesitos, era possível perceber que um era um pouquinho melhor do que o outro.


Axel tinha como ponto fraco a capacidade de pulo, era um mero salto de bicha que não ajudava muito para as voadoras, mas ele tinha boa velocidade e era o mais forte. Seguindo, Adam era o mais lerdo de todos, com um passo muito devagar a ponto de deixar o jogador nervoso, mas ele era forte pra cacete e conseguia pular mais alto. Por sua vez, Blaze era a mais fraquinha, como se esperava da lutadora mulher (feminazis, essa é a hora de espernear), mas conseguia pular bem alto e era a mais rápida. No final das contas, muita gente preferia jogar com o Axel, embora eu pessoalmente gostava de lutar com o Adam, com suas putas voadoras que causavam um estrago.

Em relação ao estilo de jogo, Streets of Rage seguia a mesma linha da maioria dos beat'em ups: uma fase repleta de inimigos genéricos e no final tinha um chefão. Mas o jogo trouxe alguns pequenos detalhes legais, que vou comentar.


Jogar o jogo era moleza. O direcional movia o seu lutador da tela, e a ação se resumia a dois botões: um para pular e outro para atacar. Essa simplicidade era um certo charme do jogo, pois tornava a jogabilidade muito simples, embora haviam diferentes ataques que podiam ser executados. Além disso, embora cada lutador tivesse seu estilo, os ataques eram virtualmente os mesmos, mudando apenas um pequeno detalhe aqui ou ali.

O básico era a sequência de golpes, geralmente dois socos, seguidas de um golpe mais forte e depois um chute. Tinha a voadora, que era apenas atacar enquanto estivesse no ar. Um toque legal era o golpe para trás, ao apertar ataque e pulo ao mesmo tempo, ideal para atingir aqueles bandidos abusados que tentavam surpreendê-lo pela retaguarda. Por fim, era possível agarrar seu oponente, e aí o repertório era um pouco maior: segurando ele pela frente, você podia aplicar uma sequência de joelhadas finalizada com um golpe forte (tipo, uma cotovelada no coco com o Adam ou uma cabeçada com Axel) ou arremessar o inimigo. Se você o segurasse por trás, dava pra aplicar um pilão de luta-livre. Apertando o botão de pulo, seu personagem dava um salto por sobre os ombros do adversário, para que assim você pudesse trocar de posição: se você segurasse o bandido pela frente e quisesse agarrar ele por trás (por mais homossexual que isso possa parecer) ou vice-versa, era só apertar o botão de pulo e se posicionar.


Um dos primeiros grande baratos aqui era a existência de alguns golpes em dupla, o que tornava a experiência de jogar com um amigo muito mais legal. Se você segurasse seu colega pela frente, ao apertar o pulo seu lutador pegava impulso pra aplicar uma super voadora. Ou então você podia arremessá-lo, para que assim ele o fizesse o mesmo golpe, só que com um pouco menos de altura. Por sua vez, segurando seu colega por trás (no bom sentido), ele podia usar o botão de ataque pra aplicar um chutão com os dois pés. Aliás, esse era um golpe que podia ser feito com a ajuda de um inimigo, caso ele o pegasse por trás. Aí, tinha a sacada de apertar o botão de pulo logo depois de aplicar esse chute, pra jogar o cretino por cima de seus ombros.

Pra finalizar, havia o golpe especial, algo que era muito comum nos jogos desse tipo. Mas em Streets of Rage inovaram, em que criaram o botão da polícia.

Ao apertar o botão A, você chamava um carro de polícia, com talvez o único oficial que ainda não era corrupto, e que atirava ali com uma bazuca (se você fosse o Player 1) ou uma metralhadora rotativa (caso você fosse o Player 2), capaz de eliminar todos os bandidos pequenos e causando um grande estrago em um chefão. Mas era uma arma secreta que era limitada, só um ataque por vida. Mas tinha como encontrar alguns itens de ataque especial pelas fases também.


E o mais hilário é que esse policial parecia o Robocop! Era clássico quando a galera jogava, e naquela hora difícil alguém berrava "chama o Robocop!".

Inimigos é que não faltavam... Embora não existissem tantos tipos, eles eram muitos, de todas as combinações de cores possíveis. Na sua maioria eram os punks de cabelo laranja, juntamente com os caras de moicano que sempre me lembravam as Tartarugas Ninja. Pra cumprir com a exigência das mulheres, haviam as chicoteadoras que pareciam a Tiazinha. Pra variar, sempre precisa ter algum lutador estilo kung-fu, e pra completar palhaços malabaristas que jogavam tochas ou machados em você. Nesse jogo, os inimigos não tinham nomes e não mostravam barras de energia, assim era difícil saber o quanto tinha que bater neles.


E claro... haviam os chefões. Em cada fase você enfrentava um deles, com a seguinte malandragem: se você estivesse jogando com um amigo, haviam dois chefões iguais! Ao menos esses tinham barras de energia, e era comum ter que recorrer ao ataque especial para ajudar. Antonio era o maluco com um bumerangue, enquanto que Souther parecia ser uma cópia descarada do Freddy Krueger, ou mesmo um Wolverine depois da gripe e de ter oxigenado o cabelo. Bongo era o gordão que sempre fazia as pessoas rirem, pois o puto saía cuspindo fogo, indicando que ele provavelmente tinha uma dieta a base de burrotos e tacos. Tinha também o Abadede, que era o lutador de luta-livre fortão, descaradamente baseado no Ultimate Warrior dos tempos áureos da WWF.


Para aqueles que só conhecem a luta livre profissional americana dos tempos de John Cena e The Rock, segue aí o Ultimate Warrior, protagonista da era de ouro da luta livre.


Por fim, tinha Yasha e Onihime, que são a grande demonstração de como chegou uma hora que os desenvolvedores ficaram sem idéias, pois as duas eram simplesmente Blazes de roupa com cor diferente. Mas que tinham até as suas particularidades, pois Yasha focava mais nos arremessos e Onihime nas voadoras.


E claro... havia o chefão final, o tal do Mr.X. Que parecia ser mesmo uma cópia do chefe do Double Dragon. Mas diferente de seu predecessor, esse aqui tinha uma metralhadora de verdade, que cuspia balas para todas as direções, executando até mesmo os seus capangas. Isso que é chefão, com total desprezo pelos bostinhas que não conseguem deter os mocinhos.


Uma das coisas mais legais do Streets of Rage era justamente esse final, pois antes da luta o filho da mãe perguntava se você queria se juntar à organização criminosa dele. Sei lá, vai que o sujeito fosse um vira-casaca e depois de descer a porrada na bandidagem decide se converter ao crime? Claro que a maioria das pessoas ia negar o pedido, partindo assim pra luta final. Mas, se um espertinho aceitasse o convite do Mr.X, iria aprender a não confiar num filho da puta como o chefão de uma organização criminosa: pois com um aperto de botão, o jogador caía num alçapão como o do Mr. Burns, voltando assim para a sexta fase, precisando abrir caminho na porrada de novo.


O mais legal de tudo é se você está jogando com um amigo, pois cada um pode responder de maneira independente. Claro que se as respostas coincidem, o efeito é o mesmo do jogo solo. Mas se um aceita ser o braço-direito do Mr.X e outro manda o canalha pentear macaco, então os dois jogadores devem sair na porrada pra ver quem ganha! Sério! Sem dúvida uma idéia original, melhor do que dois gêmeos brigando pela namorada de um deles...

Dessa forma, haviam na verdade dois finais, dependendo da resposta que você desse, ou daquele que ganhou a peleja. Tinha o final "bom", em que o bandidão é derrotado e os policiais salvam a cidade, no que parece um daqueles finais de filmes dos anos 80, com nossos heróis saindo do esconderijo e sendo recebidos pelo Robocop, que está ali para cumprimentar o bombado do Axel em uma cena pseudo-erótica que lembra o Altered Beast. E aí os três ficam na ponte, olhando a estrela-guia de Natal.


Porém, se o jogador tentou se aliar ao Mr.X e levou a trollada dele, ele retorna fulo da vida pra descer a porrada naquele imundo. Só que dessa vez, ao derrotá-lo, o jogador assume o seu lugar no trono e passa a mandar na organização criminosa. Era o final "ruim", com direito a uma música de encerramento meio fúnebre e a risadinha dos ex-heróis.


Pior de tudo é a mensagem, como se estivesse parabenizando o jogador por se tornar o novo chefão...

Pequenos detalhes assim é que tornavam o jogo divertido. Por exemplo, haviam armas bem originais em Streets of Rage, para aqueles momentos em que os punhos não eram suficientes. Fora os já esperados taco de baseball e faca (essa última que era usada para ataque quando o inimigo estava perto e arremessada se ele estava longe), tinha também o cano que causava um mega estrago nos inimigos, e a garrafa de cerveja, com um toque especial de que a primeira pancada quebrava seu fundo, ficando assim com os cacos cortantes. E tinha também o vidro de pimenta... sim, um vidrinho de pimenta, que acertando no bandido deixava ele espirrando por alguns segundos, sem ação.


Sem falar que as fases eram muito bem feitas, dando aquele ar pitoresco de cidade de madrugada. Afinal de contas, toda a campanha dos três ex-policiais parece durar uma noite, até o nascer do sol na luta final. Eram oito fases em diferentes cenários da cidade, como na rua ou na praia, e algumas tinham as suas peculiaridades interessantes. Por exemplo, o quarto estágio era disputado em uma ponte em construção, com a presença de alguns buracos onde você podia tacar os inimigos (e o jogador podia cair neles também, perdendo uma vida). A sexta fase era na fábrica, com esteiras rolantes que afetavam os movimentos e prensas hidráulicas para esmagar quem estivesse embaixo. E também a antológica fase do elevador, do qual você podia jogar seus inimigos.


Todas as fases trazendo uma trilha sonora que era o grande destaque de Streets of Rage. Quem se lembra dos jogos da Sega provavelmente deve reconhecer o nome de Yuzo Koshiro, que é um produtor de músicas de videogame para a empresa japonesa, ainda em atividade e um dos melhores no ramo. Seu primeiro sucesso havia sido no The Revenge of Shinobi, também do Mega Drive, e que tinha músicas muito fodas. Streets of Rage foi sem dúvida a série de jogos em que suas músicas se destacaram muito, que se encaixam perfeitamente no clima das fases e dando emoção extra ao jogo. Não é à toa que seu nome aparece logo na tela de título, se você olhar a primeira imagem da postagem.

Cabe ressaltar que Streets of Rage também teve versões para os consoles de 8-bits da Sega, como o Master System e o Game Gear, sendo que neste último apenas Axel e Blaze estão presentes (pode apostar que vai aparecer alguém reclamando de racismo contra o Adam). Embora representassem bem o jogo original, não chegavam aos pés da versão do Mega Drive.


Sem dúvida um jogaço, me lembro de me divertir muito com o Streets of Rage em seu tempo. Me recordo também que no colégio a maioria dos meus coleguinhas eram fãs da Nintendo, e esnobavam que seus consoles tinham o Super Mario e o Megaman. Aí, quando eles vinham em casa pra jogar Streets of Rage... viam como que o encanador bigodudo e o robô azul não tinham tanta graça como o "Ruas da Raiva".

Imagina então quando saiu o Streets of Rage 2?


Acredito que era uma tendência natural nos jogos. O primeiro geralmente era aquele que marcava, que quebrava paradigmas e fazia o nome da série. E depois vinha a continuação, trazendo um avanço considerável em relação ao seu predecessor. Impressionante é que no caso de Streets of Rage esse avanço foi imenso, e tudo isso em tão pouco tempo, já que o segundo capítulo da saga saiu em 1992, um ano após o primeiro. Mostra também como que a indústria dos videogames avançava com passadas largas, pois o monte de melhorias no que diz respeito à música, imagem e capacidade de memória em geral que ocorreu em um espaço de 12 meses resultou em jogos ainda mais sensacionais.

Comecemos com a história, que se passa um ano depois do primeiro jogo. Cada um dos heróis seguiu o seu rumo depois de derrotar o Mr.X: Axel saiu da cidade pra trabalhar como segurança enquanto que Blaze foi ganhar a vida como instrutora de dança (provavelmente de lambada). Adam, por sua vez, decidiu voltar para a polícia. Chega então o aniversário da luta e os três decidem comemorar em um bar, lembrando o tempo em que deram porrada em um monte de punks pra salvar a cidade. Depois da comemoração, no dia seguinte, Axel e Blaze recebem uma ligação de Skate, irmão mais novo de Adam, dizendo que a casa onde ele e seu bro moravam havia sido depredada. Os dois ex-policiais ajudam o moleque, descobrindo lá uma foto de Adam acorrentado, ao lado do... Mr.X.


Pois é... vaso ruim não quebra fácil. O vilão estava vivo ainda e havia raptado Adam para atrair Axel e Blaze para uma cilada. E de quebra, os capangas do sindicato estavam de volta, tacando o zaralho na cidade. Os dois ex-policiais unem forças com Skate, irmão de Adam, e o grandalhão Max, amigo de Axel, para resgatar seu amigo. Agora é pessoal...

A trama é bem bolada, embora tenha certos traços da mesma historinha manjada de 9 entre 10 beat'em-ups de salvar a namorada, mas agora é um amigo dos protagonistas (mais uma vez, devem acusar o jogo de racismo já que o negro foi raptado). Mas a verdade é que a história funciona bem e, convenhamos... na hora de dar porrada em um monte de punks, não precisa muito ter uma história, certo?


Streets of Rage 2 trouxe de volta muitas coisas legais do seu predecessor, mas tinha ainda mais coisas novas que tornaram o jogo ainda mais legal. A começar pelos lutadores, agora trazendo um pouco mais de diversidade no que diz respeito às características e modo de jogar. São cinco quesitos, classificados por estrelas. Força, velocidade e pulo são os mesmos do jogo anterior, e agora tem também a resistência, que indica o quanto de dano você sofre dos inimigos, e a técnica, associada aos golpes especiais.

Pois é... nesse jogo não tem mais o Robocop mandando bala nos bandidos... Deve ter expirado a garantia e o mandaram para o ferro-velho...


O fato de ter quatro lutadores dá muito mais variedade ao jogo. Comecemos com os que estão de volta. Axel veio mais uma vez para ser o favorito da galera, trazendo um bom equilíbrio entre as características, pecando apenas no pulo mas tendo maior força na técnica, com ataques especiais bem destrutivos. É aquele lutador fácil de usar, sem muito complicador de jogabilidade. E que parece ter um problema de guarda-roupa, já que volta com o mesmo visual do primeiro jogo.

Blaze, por sua vez, mudou radicalmente de estilo (e como!), lutando de mini-saia e top. Afinal de contas, naquela época já aparecia a Chun Li pra deixar os meladores de cueca de barraca armada, nada mais justo que a Sega desse um trato na protagonista de Streets of Rage, por mais que essas sejam as roupas mais inadequadas pra se lutar. Sobre a forma de jogar, Blaze deixou de ser a fraquinha do grupo e era agora bem equilibrada em todos os aspectos, ganhando um pouco mais de força e tendo uma técnica razoável para ataques especiais. Embora há quem diga que ela até supere Axel, por ser mais rápida e ágil que o loiro bombado.


Vamos então para os novos personagens, e que foram criados para caracterizar os extremos. Max Thunder é o fortão do grupo, um ex-lutador de luta-livre que causa grandes estragos com suas porradas, mas é mais lento que uma tartaruga e mal consegue sair do chão com seus saltos. Skate, por sua vez, veio pra preencher a lacuna de fraquinho do time. Afinal, o que você espera de um garoto ainda na adolescência? Apesar de ter golpes sem força e não aguentar muito as pancadas, ele herdou os pulos altos de seu irmão e é também o mais rápido, provavelmente graças aos patins que usa.


Os ataques seguem o mesmo esquema do jogo anterior, com um botão para ataque e outro para pulo.  Continuam as sequências de golpes, o ataque para trás, os agarrões e o salto por sobre os ombros do inimigo para se posicionar à frente ou atrás do capanga. O que acontece é que nessa versão foi incluída uma grande diversidade de ataques adicionais: por exemplo, as voadoras agora tinham três versões: uma normal, outra com um dano mais forte mas que só podia ser executada com um salto vertical (sem mexer no direcional) e um ataque inferior, apertando o direcional para baixo junto com o golpe, ideal para acertar o inimigo sem derrubá-lo. Outra ação interessante é que o golpe final da sequência, geralmente mais forte, podia ser desferido direto, ao segurar o botão de ataque por alguns segundos e depois soltando.

A grande novidade ficou pelos ataques especiais, substituindo o Robocop. São três níveis, sendo o primeiro desferido com dois toques para frente seguido do botão de ataque (denominado blitz attack), e que eram os golpes mais usados por causarem um dano legal nos inimigos. O golpe especial estacionário, apertando o botão A sem se mover, geralmente era um ataque que acertava os inimigos ao redor, muito bom para se livrar daqueles momentos em que tinha uma galera que te cercava. Por fim, tinha o golpe especial forte, desferido ao apertar o botão A com o direcional para a frente, que era geralmente o ataque mais poderoso do personagem.


Aqui a variedade dos personagens se mostrava mais aparente. Axel tinha o Grand Upper, popularmente conhecido aqui como Arrastão ou Vatapá, por conta de sua fala, além de uma sequência de socos que terminava com um Shoryuken igualzinho ao do Ryu. Blaze trazia as magias à la Street Fighter, com o seu Kikousho, que muito provavelmente influenciou a bola de fogo que a Chun Li viria a ganhar depois. Max tinha uma mega rasteira, algo inesperado para um grandalhão vagaroso, e Skate dava uma de dançarino de break, girando de cabeça pra baixo no chão e acertando os adversários.

O detalhe é que, com exceção do primeiro deles, os ataques especiais consumiam parte de sua barra de energia: os estacionários apenas se o lutador acertasse alguém, e os fortes mesmo se o alvo não fosse atingido. Assim, não dava pra sair soltando golpe especial aos montes.


Haviam ainda outras sutilezas que personificavam cada lutador. Por exemplo, Skate podia correr, ao apertar duas vezes o direcional para um lado, o que servia como uma corrida inicial antes de fazer o seu ataque especial de bolinha. Max, por sua vez, não tinha a capacidade de saltar por sobre os ombros dos inimigos, mas ele podia pular junto com ele e ao apertar o botão de ataque no ar, era possível aplicar um golpe destrutivo, como tacar o coitado no chão ou aplicar um suplex no melhor estilo de Zangief. Por fim, os golpes em conjunto saíram dessa versão...

Mudanças quanto às armas também. Diferente do que acontecia no primeiro jogo, ao segurar um inimigo a arma era largada no chão. Como acontecia antes, três largadas e ela sumia. Voltaram com algumas armas como o cano e a faca, incluíram a espada e a faca ninja e em vez do pimenteiro temos agora granadas, altamente destrutivas. Novamente, alguns detalhes em relação aos itens de acordo com o personagem: Blaze era mestre em facas, seus golpes atingindo mais de uma vez. E o puto do Max usava canos e espadas como ninguém, acertando quem estivesse atrás dele também.


E em relação aos inimigos? Bom, como você pode ver nas imagens acima, a variedade agora é imensa, com o detalhe que os capangas não só possuem as mais diversas cores mas também barras de energia que aparecem na tela, o que ajuda e muito an hora de saber o quanto falta pra nocautear o canalha. Alguns voltaram do primeiro jogo, como os punks básicos (agora conhecidos como Galsias) e os cascudos que lembram as Tartarugas Ninjas, mas eles vinham acompanhados de outros bandidos dos mais diversos. Como os Donovans, que era o careca sem camisa que te acertava um gancho se você tentava uma voadora, ou os ninjas que arremessavam shurikens de longe. Outro legal eram os motoqueiros, que vinham com suas motos mesmo, precisando serem derrubados delas. As mulheres de chicote deram lugar para as Electras, que possuem um patenteado chicote elétrico. Além de karatekas, kickboxers e punks com facas, ainda aproveitaram a idéia do gordão que cospe fogo do primeiro jogo, agora com um visual mais cômico.


Além disso, tinham os chefes. Em geral, eles apareciam inicialmente como chefão em algum estágio, mas depois voltavam em fases seguintes no meio. Barbon é o dono do bar da primeira fase, sujeito forte pra burro, e depois tinha o Jet, a bicha com a mochila voadora que era extremamente irritante de se acertar. Na fase três primeiro você enfrentava o bichão Vehelits, que mais lembra uma solitária, seguido de Zamza, uma cópia do Blanka (muitas referências ao Street Fighter, não?). Quem voltava do primeiro jogo era Abadede, o lutador de luta-livre, ainda mais violento, seguido do boxeador R.Bear, outro foda pra cacete. Streets of Rage 2 trouxe também robôs, com a chegada de Particle e seus "irmãos" como chefe. Pra finalizar, somos apresentados à Shiva, guarda-costas do Mr.X, que está pior do que nunca.


Aliás, Shiva poderia muito bem ser o chefe do jogo. Cheio de golpes especiais e extremamente rápido, havia ainda o boato de que tinha um código secreto para você jogar com ele. Mas que não passava de boato mesmo, só mesmo com as ROMs hackeadas de hoje em dia que podemos jogar com o Shiva.

Por sua vez, o Mr.X estava ainda mais sádico com sua metralhadora... Não é à toa que eu o elegi como um dos maiores chefões do videogame.


Eram oito fases de novo, e trazendo outros locais diversos da cidade. Algumas novidades ficavam por conta de mudanças de cenário mais frequentes, em vez de manter sempre o mesmo lugar. Por exemplo, na primeira fase a pancadaria começava na rua, depois ia pra dentro de um bar, terminando na luta com o chefão nos fundos do estabelecimento. Voltando do Streets of Rage, tinham as fases da fábrica e do elevador, mas esse agora não tinha como jogar os inimigos do alto. Alguns lugares novos incluíam o estádio de baseball e do parque de diversões. E uma sacada interessante, usada em alguns estágios, era o caminho seguindo na diagonal.


O mais engraçado era ver a "tartaruga" jogando o fliperama do Bare Knuckle!

Claro que aqui não rolava aquele lance da pergunta do Mr.X no final. Pombas, depois de descer a porrada em todos esses punks pra salvar o Adam, não faria muito sentido se juntar aos bandidos, não é mesmo? Apesar da história mais "linear", o final era bem legal, em que o veterano de Streets of Rage era resgatado por seus amigos.


Uma das coisas curiosas é que a partir desse jogo começaram a haver diferenças entre a versão lançada no Ocidente e aquela jogada no Japão, que ainda seguia com o nome de Bare Knuckle. Algumas inofensivas, como Skate receber o nome de Sammy, por exemplo. Outra diferença é que na fase final o Mr.X fumava um charuto antes da luta, o que foi cortado na versão americana para não incentivar o fumo. Mas a principal mudança feita pelo Tio Sam foi para controlar a perversão dos japoneses... afinal, sabemos como tem muito japonês tarado. E no Bare Knuckle II isso ficava evidente se olharmos com detalhe como era a voadora de Blaze, na segunda imagem abaixo.


Isso mesmo... na versão japonesa dava pra ver a calcinha dela. Algo que foi editado na versão americana.

E precisamos dizer também que Streets of rage 2 incluiu a modalidade de duelo. Afinal de contas, e se você quisesse disputar na porrada com seu amigo? Lógico que esse modo de jogo estava longe de ser um Street Fighter, mas dava para render uma boa brincadeira entre dois jogadores, disputando uma luta amigável em um cenário qualquer.


Sem dúvida havia sido um upgrade imenso em relação ao jogo anterior. As músicas de Yuzo Koshiro seguiram a mesma qualidade esperada, e a maior capacidade gráfica do cartucho impressionou muita gente. Streets of Rage 2 era um jogo bonito de se ver e agradável de se jogar, com as sensacionais músicas e efeitos sonoros. Sinceramente, era quase uma experiência do arcade que a gente tinha em casa, e considerado ainda hoje como um dos melhores beat'em-ups da história dos videogames.

Seria difícil superá-lo... mas como em geral todas as sequências são trilogias, em 1994 foi lançado o Streets of Rage 3, tentando ao menos igualar o sucesso de seu predecessor. Infelizmente, não chegou nem perto, embora fosse ainda um bom jogo.


Antes de mais nada, é preciso destacar que esse jogo foi o que apresentou as maiores diferenças entre as versões ocidental e japonesa, muito mais do que apenas as calcinhas da Blaze. Vou começar falando da versão americana, equivalente àquela lançada aqui no Brasil, e depois falo do que tinha de diferente.

Aqui a história já segue um rumo bem diferente, onde vemos uma carta que Axel recebe de Blaze, que agora é uma detetive. Ela conta que recebeu o pedido de ajuda do Dr. Gilbert Zan, que na verdade era um ciborgue (?!) trabalhando para uma empresa de robótica. Ele a havia procurado pois tinha descoberto que a empresa era só fachada, e estava responsável por substituir autoridades da cidade por robôs e assim controlar tudo. De quebra, essa mesma organização criminosa parecia estar por trás de várias bombas espalhadas pela cidade. Assim, Blaze pedia ajuda ao seu velho amigo, para se juntar a ela, Dr. Zan e Skate (já que Adam ainda estava na polícia e estava ocupado) para investigar.


Isso mostra como Streets of Rage 3 prometia trazer muitos elementos high-tech, o que pessoalmente fez o jogo perder um pouco de seu charme. Mas ainda assim era um Streets of Rage, então era esperada muita pancadaria. Pra começar, é hora de conhecer os lutadores do jogo.


Como você pode perceber, é praticamente a mesma turma do jogo anterior. Para a frustração dos mais nostálgicos, Adam não voltou como personagem jogável aqui, e os fãs de Max também não encontraram o fortão na continuação da série. Axel, Blaze (que está ainda mais gata) e Skate tinham agora a companhia do Dr. Zan. A estatística de resistência deu lugar ao alcance, determinando o quão longe cada lutador consegue atacar.

O curioso é observar como que aqui eles mudaram as cores de roupas dos personagens originais, e agora temos como saber suas estatísticas como altura e peso. Com exceção de Blaze. Afinal, as mulheres são bem reservadas quanto ao peso. Embora na minha opinião ela está na medida certa...

Voltando, a verdade é que os personagens não mudaram muito em relação ao jogo anterior. Por exemplo, Axel e Blaze continuam sendo os lutadores medianos, sendo que o loiro tem mais técnica e força, enquanto Blaze mais rápida e pulando um pouco mais alto. Acontece que em Streets of Rage 3 ambos foram um pouco "enfraquecidos", em especial no que diz respeito aos seus ataques blitz, que eram muito fortes no jogo anterior.


Skate, por sua vez, continua o mesmo fracote de antes, talvez até mais fraco ainda do que antes. A grande novidade fica por conta de Zan. Ele é o mais forte do grupo, mas não chega aos pés da força bruta de Max, e possui movimentos um pouco mais travados, talvez na tentativa de passar a idéia de que ele é um ciborgue com movimentos limitados.


Apenas quatro personagens... mas depois volto a falar algo mais a respeito.

Perceba que eu nem estou dedicando muito mais pra falar dos golpes, pois Streets of Rage 3 trazia basicamente a mesma mecânica do jogo anterior, com os diferentes tipos de voadora, os golpes para trás, os agarrões e os ataques especiais, praticamente os mesmos, com exceção de uma mudança em um dos golpes especiais de Skate, e o retorno dos ataques em dupla. Mas, haviam aqui algumas diferenças em relação a eles, que vale a pena mencionar.

Pra começar, os golpes especiais blitz (aqueles de duas vezes pra frente + ataque) ganharam a possibilidade de upgrade. Ao acumular uma determinada quantidade de pontos, você podia ganhar uma estrelinha que correspondia a uma melhoria desse ataque. Eram três níveis de upgrade, sendo que o primeiro apenas aumentava o alcance de seu ataque padrão, mas os demais incluíam um golpe mais forte. A merda era que a cada vida perdida, uma estrelinha era removida de seu ataque.


Por fim, em relação aos ataques especiais, foi incluída uma barrinha adicional para executá-los, aquela pequena no meio da tela e que diz "OK". Basicamente, quando ela estava cheia, você podia executar um ataque especial com o botão A sem consumir sua energia. Depois de gastar a energia especial, levava alguns segundos para ela ser recarregada de novo, e usar um golpe especial neste momento gastava a sua energia.


Mas Streets of rage 3 trazia outras coisas legais também, que eram os golpes especiais com as armas. Pra começar, agora cada item tinha sua barra de energia própria, e un tantinho era consumido conforme você ia batendo nos inimigos ou mesmo derrubando-a no chão. Quanto aos ataques especiais, era só executar o golpe blitz para aplicar um ataque fuderoso com a arma, ou em alguns casos o golpe especial forte. O detalhe é que cada personagem tinha afinidade com determinadas armas: porretes em geral, como canos e tacos de baseball podiam ser usados especialmente por Axel e Skate, facas e punhais eram letais nas mãos de Blaze e Skate, e as espadas causavam um grande estrago quando usadas por Axel e Blaze.


Mas e quanto ao merda do Zan? A verdade é que todas as armas na mão dele virava uma esfera de energia, que podia ser lançada como uma bola de boliche explosiva.


Tosco...

Pois bem, chegou a hora dos inimigos. E pelo menos nesse aspecto Streets of Rage 3 tentou inovar, pois a quantidade de capangas que temos aqui é assustadora. Claro que praticamente metade deles está voltando do jogo anterior, mas incluindo alguns pequenos golpes a mais. Nesse novo capítulo, aparecem mais dois tipos de punks novos, um com uma bandana e outro loiro, além de uma garota de cabelo em pé. As mulheres de chicote, os karatekas e os robôs foram reestilizados, enquanto que os motoqueiros agora só aparecem em cima de suas motos.


Mas ainda tem mais. Outros inimigos mais fortes mas que não são necessariamente chefes aparecem no jogo, todos eles voltando em determinados momentos para dar dor de cabeça aos jogadores. Além dos babacas com mochilas voadoras, ainda mais chatos do que em Streets of Rage 2, tem os gangsters com pistolas e uma dupla bem inusitada de um palhaço com um canguru chamado Roo. O interessante é que essa criatura luta meio que a contra-gosto, e se você derrota o palhaço, ele foge e você tinha uma surpresa...


Quanto aos chefes, acho que poderiam ter feito um trabalho um pouco melhor. Mas vale pelo quesito nostalgia quando falamos de Yasha e Onihime, as "clones" de Blaze no primeiro jogo, que retornam aqui já com uma aparência própria, embora tenham os nomes Mona e Lisa na versão americana. Mais o clone fica por conta de Breaker, que é um robô igual a Axel. A linhagem japonesa é representada pelos irmãos Yamato, três samurais cada um com suas magias próprias. Shiva também está de volta, bem mais forte do que antes, assim como Jet, que perdeu o cabelão e ganhou uma roupa mais moderna. E como agora o assunto é robótica, temos o Robot X e o Robot Y. O primeiro parece uma cópia do chefão do sindicato, enquanto que o segundo, mais moderno, é na verdade o Mr.X... ou melhor, o cérebro dele.


Falta falar ainda de dois "chefes", sendo que o primeiro deles é alucinante. Trata-se apenas de um Donovan... mas pilotando um trator! Faz parte de uma "fase de bônus", onde você tem que segurar a máquina enquanto derruba paredes para abrir caminho.


E outro é o Dr. Dahm, que você enfrentava antes do chefão do jogo. Esse na verdade era o responsável pelos robôs dos bandidos, mas que na hora de enfrentar os heróis se acovarda dentro de uma máquina com um braço robótico.


Streets of Rage 3 se desenrolava por sete fases, e aqui eu diria que é o grande ponto forte do jogo. Não só por trazer de volta alguns elementos clássicos, como os buracos onde você podia tacar os inimigos, mas também coisas novas, como a fase do metrô. Haviam dois trilhos, e de tempos em tempos dava pra escutar um trem vindo, acompanhado da tremedeira dos trilhos, e aí era sair da frente pra não perder um porrão de energia. Tudo bem que não era um metrô de verdade, mas mesmo assim dava um toque especial. Outra mudança é que tiraram o contador: antes, se a fase não era concluída dentro do tempo determinado, você perdia uma vida, agora não tem mais isso.


Um ponto interessante era o fato da história não ser linear. Isso já começava no esconderijo dos samurais, onde havia a possibilidade de escolher diferentes caminhos, que no final acabavam levando ao mesmo chefe. A diferença ficava na sexta fase, com o resgate do verdadeiro chefe de polícia. Havia um tempo determinado até que ele fosse intoxicado por um gás letal, e dependendo do resultado isso mudava a história: se ele fosse salvo, dava pra ir até o QG inimigo, mas se ele morresse, então a fase seguinte seria na prefeitura, para enfrentar o robô impostor em seu lugar.

Aliás, já deu pra perceber outro toque de novidade no jogo. Entre as cenas, haviam diálogos dos personagens, o que ajudava a contar a história. Pode parecer bobinho, mas funciona.


Aliás, acho que chegou a hora de falar que bem no final dessa fase quem aparece é o Adam, pilotando um helicóptero e metralhando os bandidos que cercam os heróis. Por mais que ele não seja jogável, nessa hora ele ajuda seus amigos, seja levando o chefe de polícia para a prefeitura ou eles mesmo, na busca pelo impostor.


O fato de haverem diferentes caminhos resultava também em diferentes finais para o jogo. Além de um finalzinho bobo ao jogar no nível fácil, em que a campanha se encerra logo antes do resgate do chefe, havia a possibilidade de você ter três finais distintos. Se o chefe de polícia morria e os heróis fossem até a prefeitura, iriam descobrir que o impostor na verdade era o Shiva disfarçado. Tudo bem que bater no sujeito pode ser considerado uma vitória, mas no fim o Mr.X escapava e continuava praticando os seus crimes.


Por outro lado, resgatando o chefe de polícia, a história seguia para o esconderijo inimigo, com o embate final contra o cérebro do Mr.X dentro do Robot Y. Essa era outra situação cronometrada, com um relógio opressor contando o tempo até que as bombas na cidade detonassem.


Estourado o tempo, a turma conseguia se safar, mas as bombas explodiam pela cidade, indicando outro final ruim. Mas, destruindo o Robot Y com tempo suficiente, então vinha o final de verdade, que honestamente era bem simples, apenas um texto dizendo que tudo ficou legal, e depois os créditos rolando com algumas imagens dos personagens.


Aparentemente, Adam e Skate continuam de boa na cidade, Axel vai lutar contra o Ryu, Blaze decide ganhar a vida como modelo e Zan se manda em uma viagem de férias. E percebam que Max faz até uma pontinha na cena final.

Streets of Rage 3 não foi um jogo ruim... claro que não chegou aos pés do segundo título, mas ele trouxe muitas idéias boas. Algo que pessoalmente deixou a desejar foi a qualidade musical: embora o mesmo Yuzo Koshiro estivesse presente, as músicas pareciam meio bobas dessa vez, longe dos clássicos dos seus predecessores.

Um ponto muito curioso pra se falar é como que a versão japonesa é bem diferente... Bare Knuckle III é quase outro jogo mesmo, impressionante como que mudaram um monte de coisas. Pra começar, os três personagens clássicos têm as cores originais, muito mais legal do que as alterações propostas na versão americana. Vale falar que uma vez mais, Skate é chamado de Sammy.


As mudanças pegam nos áudios também, em especial nos golpes especiais, e em alguns detalhes das fases. A dificuldade em Bare Knuckle III é inferior ao jogo americano, mas ele possui um modo Very Hard para quem quer um desafio. Outra diferença é que nessa versão não é o chefe de polícia, mas um general do exército, que tinha uma barba.


Agora, as principais alterações eram por conta da censura norte-americana... Não sei exatamente se a versão ocidental saiu depois, mas em todo caso foram feitos pequenos ajustes em relação a algumas idéias do original japonês para que o título não fosse tão ofensivo para a sociedade politicamente correta, que desde os anos 90 já enchia o saco. Uma dessas alterações foi em relação às inimigas, que na versão oriental (no lado direito da imagem abaixo) tinham bem menos roupa.


Mas a maior alteração foi em relação ao sub-chefe da primeira fase. Nela, há uma cena do porto onde na versão americana podemos ver um Donovan dirigindo uma lancha. Mas na versão japonesa quem a pilota é Ash, que seria provavelmente a representação mais caricaturada de um gay que se pode imaginar. Com roupinha justa nas cores da mangueira, colar com o símbolo da mulher e todo esse estilo Village People, não tem como não perceber que a japonesada não tem muita noção mesmo.


Pois é... imagina se lançam o jogo assim nos Estados Unidos? Por isso, Ash foi sumariamente cortado.

Só pra melhorar um pouco a vista, terminamos mostrando outra das mudanças causadas pela censura. Nesse caso, na cena final do Bare Knuckle III, temos uma Blaze com um biquini bem mais revelador...


Falei das diferenças entre as versões, mas não falei de uma coisa muito legal desse jogo: a existência de personagens secretos! E é assim mesmo, no plural, sem precisar de Game Genie ou outros códigos cabulosos.

O mais fácil deles era o canguru Roo. Bastava não matá-lo ao jogar o jogo, e ele estaria disponível na seleção se lutadores na próxima partida. Tinha também como liberá-lo ao apertar direcional para cima e o botão B na tela de título. Meio bobinho, quase tão fraco como Skate... mas quem deixaria passar a oportunidade de jogar com um canguru boxeador?


E o outro... era Shiva! Isso mesmo, finalmente dava pra jogar com o lutador mais foda do jogo. Esse era mais complicado, tinha que segurar o botão B logo após derrotá-lo na primeira fase e só soltar ao começar a seguinte, e isso o disponibilizava na seleção de personagens ao usar um Continue. Ele era forte pra burro, causando um mega estrago... e o mais engraçado era depois lutar contra ele mesmo, no final em que o chefe de polícia morria.


Além deles, na versão japonesa era possível jogar com Ash também, fazendo uma combinação semelhante ao Shiva. Por incrível que pareça, Ash é bem forte, mas quase não tem movimentos diferentes por conta de ser um mero chefe intermediário.

Sem dúvida, uma grande série de jogos, que já me deixou aqui sem fôlego... Acho que nunca fiz um post tão grande assim. Mas ainda dá pra falar de dois jogos da série...

A começar com o sensacional Streets of Rage Remake. Esse não foi um jogo oficial da Sega, mas sim a criação de alguns fãs dos clássicos de pancadaria da empresa japonesa, que ganhou vida lá pelos idos de 2011... pra logo ser proibido pela Sega, como eu falei nessa postagem empoeirada do passado.


O jogo é como o nome sugere, um remake dos clássicos originais, mesclados em uma grande campanha. Diria que esse jogo merece uma postagem própria, considerando o monte de coisas que têm de novo, mas comecemos simples, mostrando os personagens à disposição.


Isso mesmo, todo mundo dá as caras aqui, em um total de 12 personagens. Além dos seis protagonistas dos jogos originais, incluindo as múltiplas versões de cada jogo (tipo, são três Blazes diferentes), dá pra jogar com o canguru Roo, o fodão Shiva (nas versões Streets of Rage 2 e 3) e Ash, estes personagens secretos do terceiro episódio. Somam-se a eles o Mr.X, com direito a sua patenteada metralhadora, a mulher do chicote Electra e uma personagem original chamada Rudra, que tem os seus problemas com o chefão do crime.

Ainda dá pra achar esse jogo na internet, altamente recomendado para quem é fã da série. Praticamente todos os cenários dos jogos estão aqui, incluindo vários originais, em um sistema que permite escolher o caminho em diferentes momentos do jogo. Existem também vários segredos especiais que podem ser liberados em uma "loja", que incluem inimigos que explodem, ataques blitz que não perdem os upgrades, sabres de luz no lugar de espadas, possibilidade de duas pessoas jogarem com o mesmo personagem... e até mesmo liberar a versão não-censurada de Blaze do Streets of Rage 2, que mostra a calcinha quando dá uma voadora.


Pra completar, existem diferentes modos de jogo, como uma partida enfrentando apenas os chefes ou o modo de sobrevivência, onde você só tem uma vida e deve encarar uma quantidade infinita de bandidos. Soma-se a isso o fato de que o jogo traz um customizador, o que permite que cada um crie suas fases. Tá cheio de jogos criados pela comunidade fã de Streets of Rage, algumas verdadeiras obras de arte.

Sem falar de algumas maluquices... tipo, um mod onde você luta nos cenários do Sonic...


Vale a pena buscar esse jogo. Até porque ele roda no computador, sem depender de ROMs e emuladores para curtir uma boa porradaria estilo anos 90.

E pra fechar... não dá para não citar o tão esperado Streets of Rage 4. Aguardado há anos, sempre com muita expectativa e falsos boatos, parece que finalmente o quarto jogo da série será lançado ano que vem, se tudo correr bem.


Pouco se sabe sobre esse jogo, apenas temos a certeza de que Axel e Blaze estarão de volta. O loiro parece ter adotado o atual estilo de barba de lenhador, mas parece ser apenas isso que ele modernizou, pois percebo a mesma camiseta branca que ele usava pra lutar desde 1991, deve estar cheia de mancha de suor depois de tanto exercício.


Blaze, por sua vez, não aparenta a idade que tem (se formos considerar a idade dela no primeiro Streets of Rage, ela teria 48 anos hoje!). Conseguiram deixar ela ainda mais gata, e certamente deve estar dando porradas ainda melhor.


As primeiras poucas imagens mostram um jogo que está bem diferente do ponto de vista gráfico, lembrando até mesmo um desenho animado. Mas, já possível reconhecer os velhos capangas de sempre. Tenho a ligeira impressão de que será meio que um remake mesmo, embora se fale de uma nova história. Mas é sem dúvida um jogo que parece ser bem legal.


Vamos aguardar então, só espero que não seja restrito a iPhones e celulares de última geração. Um clássico desses merece uma versão para PC também.

Ufa! Que postagem! Acho que nunca falei tanto de um jogo assim. Mas a série Streets of Rage sem dúvida merece e muito. Todos os jogos são sensacionais, verdadeiros clássicos da era de ouro do videogame e que ainda conquistam muitos fãs hoje em dia. 
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