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Thursday, October 31, 2019

Super Naves Espaciais Gulliver

Silahkan membaca berita terbaru tentang otomotif berjudul Super Naves Espaciais Gulliver di website Batlax Auto.

Ah, as postagens de nostalgia... Acho que quando a idade vai chegando a gente começa a sentir saudades de outros tempos. Épocas mais simples, mais tranquilas, tanto do ponto de vista pessoal como de sociedade mesmo. No meu caso, lá pelos anos 80 e 90, em que eu tinha apenas a escola como obrigação e muito mais tempo livre para descansar e me distrair. E uma época onde as pessoas não eram tão frouxas, sem esse exagero do politicamente correto que temos atualmente que me dá nos nervos...

A viagem no tempo de hoje nos leva justamente para essa época, que em termos de brinquedos era bem mais legal. Outro dia fui numa loja comprar um presente de aniversário para o filho de um amigo, e fiquei impressionado em como as coisas mudaram. Até tem ainda aqueles brinquedos mais clássicos, como figuras de ação, carrinhos e bonecas, mas que hoje dividem espaço com diversões eletrônicas e muitas outras coisas. Na minha época era carrinho de controle remoto, hoje é drone controlado por celular e com câmera de tantos megapixels. Na minha época tinha bloco de batalha naval, pra se jogar com caneta, hoje é jogo eletrônico de batalha naval com efeitos sonoros. Na minha época tinha futebol de botão, hoje é FIFA Soccer. Sem falar nos brinquedos para crianças pequenas, todos eles com aquele toque de educação moderna... Em outras palavras (ou talvez repetindo palavras que já disse), com a postura politicamente correta, tentando passar valores extremamente exagerados e evitando ao máximo qualquer coisa que possa parecer inaceitável para os exigentes padrões da sociedade.


Por exemplo, hoje em dia não se vende mais aqueles soldadinhos verdes, pois é incentivo à guerra; forte apache então, nem pensar, pois é preconceito contra os índios. Arma de brinquedo vai transformar a criança em um capitalista assassino. Sem falar toda a questão de identidade de gênero, hoje não se pode dar um carrinho para um menino pois assim você pode estar induzindo ele a ser um menino, tem que dar pra ele a liberdade de escolher. E assim por diante, mas deixemos a discussão de como os brinquedos estão mudando para outro momento, pois hoje o papo é mais legal, para lembrarmos de uma série de brinquedos que eu gostava muito.

Vamos falar sobre as Super Naves Espaciais da Gulliver, que marcaram época aqui no Brasil na década de 80.


Sim, e aparentemente também em espanhol.

Tá bom, sei que "Super Naves Espaciais" não parece ser um nome muito original... Mas era o nome dado para elas. O espaço era outro tema muito explorado pelos fabricantes de brinquedos, juntamente com diversões inspiradas em militares (como o G.I.Joe) ou no Velho Oeste. E era algo que eu curtia muito, aliás, que ainda gosto bastante. Por mais que eu gostasse de brincar com meus Comandos em Ação ou simular batalhas épicas entre cowboys e índios com meu Forte Apache, sentia falta de ter uma nave espacial, para sair correndo pela casa, imaginando estar voando pela galáxia sideral, enfrentando alienígenas verdes e mal-intencionados.

Pois naquele tempo, alienígenas eram sempre criaturas verdes querendo invadir a Terra.


E para defender o nosso planeta dessas ameaças, durante muito tempo eu tinha que recorrer a um pequeno ônibus espacial de brinquedo para essas coisas. Mas, convenhamos... só o nome "ônibus" espacial já era suficiente pra broxar qualquer brincadeira mais emocionante no estilo Star Wars.


Uma breve curiosidade, esse aí de cima na verdade é um Transformer, aliás era um que eu sempre quis e nunca consegui. Talvez pela ironia de ter desprezado tanto o ônibus espacial de plástico que eu ganhei quando moleque...

Até o belo dia que ganhei a minha primeira Super Nave Espacial Gulliver! A Fantastic, que bem aparece na foto abaixo. Não é uma foto da exata nave que eu tinha mas ela era da mesma cor, a não ser pelo troço vermelho lá em cima, que era cinza.


Vamos explicar um pouco como era a coleção. Ao todo tinham quatro naves, cada uma com seu nome e um estilo próprio. Embora dava pra perceber que no final das contas haviam algumas partes relativamente comuns que eram organizadas para dar forma a uma determinada espaçonave. Mudava basicamente a cabine, mais quadradona ou mais pontuda e arrojada, a fuselagem principal, que era ou mais esguia e com lemes baixos ou outra mais robusta, com direito a uma trapizonga que parecia ser um canhão, e as asas, que vinham na modalidade fixa com dois canhozões de formato meio fálico ou no padrão de geometria variável, que podiam ser abertas ou fechadas, com canhoezinhos pequenos. 

Assim, a Fantastic que eu ganhei era a nave quadradona de fuselagem robusta e asas fixas. Tinha a Alpha, que seguia os mesmos moldes porém com asa móvel, a Spectra, de frente pontuda e fuselagem mais aerodinâmica e também com asas móveis, e a Cosmic, igual à anterior mas com as asas fixas. Todas elas apresentando duas cores basicamente, uma mais fosca de plástico que era usada na cabine e asas e outra mais brilhante e metalizada para a fuselagem, que geralmente ia descascando com o tempo...


Aliás, essa foi a ordem em que ganhei as naves. E por um motivo que explicarei mais adiante eu tinha ganhado duas naves Alpha. Quanto às cores, a Fantastic era com um azul claro metálico e vermelho, as duas Alphas eram com rosa metálico e branco, a Spectra era azul metálico e vermelho e a Cosmic veio com dourado e preto.

Tenho que dizer, as naves eram muito bem construídas, só mesmo um moleque muito animal para quebrá-las. E eram bem legais e detalhadas, contando até com rodinhas para deslizar bem em uma superfície. Além das asas móveis em duas delas, a Fantastic e a Alpha tinham aquele troço ali em cima, que parecia mesmo ser um canhão, mas que em algum momento alguém comentou se tratar de uma nave de fuga. Era uma peça que podia girar e ser removida. Mas o grande barato era um pequeno botão que havia no meio dela, que acionava um dispositivo de mola que disparava a cabine. Esse era o chamariz do brinquedo, permitindo soltar a pequena navezinha frontal. Depois, era só enfiar a sua parte pontuda no buraco da fuselagem...


Sim... Hoje em dia a molecada precoce certamente iria achar graça de um pino sendo enfiado em um buraco... Mas eram os anos 80, e a garotada não tinha essa maldade na cabeça.

A Gulliver lançou as Super Naves de diferentes formas pelo que me lembro (e pelo que a Internet me ajuda a lembrar). Me recordo mais delas sendo vendidas em uma cartela de papelão, junto com um bonequinho espacial de plástico, que foi a forma como vieram as três primeiras.


Mas também vinham em uma caixa pequena, só com uma nave, a forma como veio a minha Cosmic. E os sortudos ganhavam o caixão que vinha com as quatro naves de uma vez e mais alguns bonecos como dá pra ver nas fotos aqui. Tinha também uma caixa parecida com essa, mas que tinham só duas naves, com o título de Guerras Espaciais.


Sabemos muito bem que geralmente os jogos e brinquedos lançados aqui no Brasil costumavam ser ou importações diretas de originais vindos de fora ou eram apenas cópias baratas. Mas eu confesso que não achei nenhuma referência de que as Super Naves fossem a reprodução direta de algo americano ou de outro país, dando a entender que eram sim originais. Se confirmando isso, temos que tirar o chapéu para a Gulliver, que conseguiu bolar um brinquedo muito legal de verdade.

Deu pra desenterrar aqui até o comercial da época, logicamente com a qualidade que se espera de um vídeo jurássico da década de 80, repleto de defeitos especiais de quinta categoria.


Bizonho. Pra completar, a propaganda dos carros de Fórmula 1 de pedalinho da Bandeirante.

Eu me divertia com essas naves, era engraçado como ainda me lembro da curiosa criatividade que eu tinha para brincar com elas. Além das armas mais indiscutíveis presentes, eu cismava que o detalhe em forma de "U" perto do botão de disparo e do leme da nave de fuga da frente eram lançadores de foguetes. O mais hilário era na Fantastic e na Alpha, onde ao lado do canhão de dorso haviam duas pontas ali, que eram os canhões "champion"... Que eu ridiculamente os chamava assim pois pareciam garrafas de refrigerante, e assim disparavam projéteis que se assemelhavam a chapinhas de garrafa.


Não precisa falar nada... Mas eu era um pequeno texuguinho que tinha uma imaginação fértil.

Pra completar, todas as naves tinham no seu nariz um adesivo com a sua inicial, que também nas minhas brincadeiras viraram armas. Algo como um laser holográfico no formato da letra, chamado "raio Fantastic", "raio Cosmic" e assim por diante. Isso até a pôrra da letrinha descolar e se perder, como aconteceu com algumas de minhas naves.

Vale a pena contar até a história de como eu fui ganhando essas naves. Como disse, a primeira foi a Fantastic, com a qual brinquei muito a ponto do azul metálico dela ter ficado naquele tom de verde descascado e gasto. E não demorou muito e veio a Alpha, e assim eu já tinha uma dupla de naves. Só que eu ficava ali querendo as outras, e nada dos meus pais me darem. Até que um dia, acho que foi num aniversário, que minha mãe disse que ia comprar uma nova. E aí comprou outra Alpha, e o pior de tudo, com o mesmo esquema de cores...


Breve parênteses para fazer os créditos ao site Brinquedos Raros, de onde algumas dessas fotos foram tiradas. Vi alguns e a nostalgia bateu forte.

Enfim, cabe apenas dizer que a minha Alpha original tinha um tom de rosa metálico mais forte do que a nova, que parecia meio descolorada. E a primeira já tinha sofrido um pequeno acidente, que quebrou a ponta de um de seus canhões. Mas a imaginação de uma criança é foda, e aquilo se tornou meio que uma arma diferente, além de distinguir a original (e mais apreciada por mim, por algum motivo) da cópia.

Alguns meses depois, creio que no dia das crianças, meus pais conseguiram corrigir a mancada, me lembro que eles pediram desculpas por terem se esquecido que eu já tinha uma Alpha. Chegava então a Spectra, e que de alguma forma essa conseguiu sobreviver melhor ao tempo que suas predecessoras. O visual mais arrojado dela me empolgava, a ponto até mesmo de eu pegar a sua cabine e trocá-la com a da Fantastic. A única merda é que ela logo perdeu o adesivo do nariz...

Mas ainda faltava a Cosmic. Que era a que eu mais queria. Ela unia o visual arrojado da Spectra com as asas fixas e os mega canhões da Fantastic. E eu sempre via ela sendo anunciada num esquema de cores muito maneiro, combinando preto e dourado. Mas essa aí ficou difícil conseguir, era até complicado de achar nas lojas.


Até um belo dia que a gente estava em alguma loja dessas de departamentos, acho que era na Lojas Americanas, ou outra parecida que não existe mais. Ainda era um texuguinho, mas já estava um pouco mais crescido e começando a ser seduzido pelo mundo dos videogames. Foi aí que na seção de brinquedos vi a tão desejada Cosmic, em uma caixa isolada. Pedi muito, mas meus pais disseram que só iam dar se eu tirasse boa notas nas provas. Sempre fui estudioso, e acabei tendo assim um incentivo maior pra cornear nas lições e passar no bimestre. Missão dada é missão cumprida, e voltamos na loja, apesar de eu imaginar que já teriam levado a minha nave. Só que ela continuava ali, e finalmente a esquadrilha de Super Naves Espaciais estava completa!

Bons tempos...

Ainda tem espaço pra comentar a respeito dos bonequinhos espaciais que vinham. Tudo bem que eles eram totalmente fora da escala pra brincar com as naves, mas eram até legais. Além dos quatro que vieram com as primeiras naves, que tinham ali pinturas um pouco mais detalhadas e metalizadas, cheguei a ter mais alguns deles que vinham em um pacote da Gulliver, só que de plástico simples. Pareciam aqueles soldados verdes, mas tinham armas mais legais que podiam ser removidas e mexiam a cabeça. Vinham em dois grupos, um de humanos e outro de algo que pareciam robôs.


Esses aí eram sim uma reprodução de uma série de brinquedos de uma empresa inglesa chamada Britains. Mas lá fora eles eram bem mais detalhados, e tinham uma série de naves e diversos veículos espaciais muito maneiros, e que nunca chegaram aqui no Brasil. Só mesmo os bonequinhos...


Fuçando na internet achei esse site que tem um catálogo da série, que mostra como essas naves pareciam ser bem legais, permitindo inclusive montagens no estilo Transformers, misturando dois ou mais veículos.

Mas enfim... essas não eram as Super Naves Espaciais Gulliver.

Repito o que eu disse lá em cima, eram bons tempos... Eu sei que é normal que cada geração enalteça suas próprias épocas de infância, mas eu digo com muita segurança que os anos 80 e 90 trouxeram coisas marcantes. É só ver como muitos dos brinquedos, filmes e jogos dessas décadas estão voltando, sendo repaginados e atualizados para os dias de hoje. E essas simpáticas naves espaciais foram um exemplo disso: brinquedos bem-bolados, divertidos e muito legais.


Fico até curioso em saber de vocês, visitantes aqui do site, se tiveram também essas naves. Sei que o blog aqui é menos visitado do que churrascaria vegana, mas tem horas que eu gosto de escutar comentários, saber se as pessoas estão curtindo o que eu escrevo aqui.

Vou ficando por aqui, pensando em qual dos antigos brinquedos do passado que eu vou resgatar na próxima postagem nostálgica...
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