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Saturday, May 23, 2020

Os Heróis Japoneses da Manchete - Parte 1

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Eu não poderia deixar passar essa oportunidade. A chegada do vírus chinês e a quarentena forçada que estamos enfrentando trouxe várias mudanças em nosso dia-a-dia, em nossos afazeres e costumes. Tudo foi impactado de alguma forma, até mesmo a programação dos canais de televisão, que ficam impedidos de gravar certos programas e passar eventos ao vivo como jogos de futebol, por exemplo. Mas teve algo muito legal que veio com tudo isso, atendendo a nostalgia de toda uma geração da qual fico feliz de ter feito parte. 


Uma geração que ficava diante da televisão de tarde, assistindo os heróis japoneses da antiga Rede Manchete. E que está pulando de alegria fazem algumas semanas, com as reprises de seriados clássicos como Jaspion, Changeman e Jiraiya na Bandeirantes, todos os domingos de manhã.

Sim, alguns podem rir de mim. Mas eu era vidrado nessas séries japonesas. E sim, estou vendo os episódios na Band sim. 

Bons tempos... Aqueles que como eu passaram suas infâncias assistindo seriados de heróis japoneses na extinta Manchete sem dúvida se divertiram muito com as aventuras mais toscas possíveis. Ou era uma série estrelada por cinco heróis coloridos ou então com a presença de um único protagonista, todos eles enfrentando alguma organização alienígena com o velho objetivo de conquistar a Terra, sempre usando de um exército de capangas incompetentes como os Soldados Cobra e um monstro convidado do episódio, que quase sempre era destruído por uma bazuca ou outra super-arma dos heróis, para então ressuscitar como um monstro gigante, que depois era destruído pelo robozão Transformer dos heróis da série. 


Sempre a mesma história manjada... Mas a gente assistia todos os episódios. 

Embora a Band esteja reprisando somente três dessas séries, logicamente que houveram muitas outras que passavam. E mesmo por aqui, em meu site, os heróis de olhinhos puxados da extinta emissora carioca já marcaram presença. Embora seja mais correto dizer "heroínas", quando eu falei das personagens que eu achava mais bonitas. Como qualquer lista, gerou sim a sua polêmica, pois sempre alguém fica de fora, ou alguém acha a fulana ou a siclana mais charmosa.

Aproveitando o momento que os heróis japoneses voltaram à ativa na televisão, decidi fazer essa postagem para falar um pouco das séries que eu curtia e assistia. Antes que venham a me xingar "ah, você não falou da série XYZ", vou falar daquelas que eu gostava e que eu assisti. Houveram algumas que eu não cheguei a ver, ou mesmo que não me agradavam, pois não eram do meu estilo. Tipo, o Kamen Rider.


Sacrilégio, alguns dirão. Mas por algum motivo eu nunca gostei muito dos episódios do herói que parecia um gafanhoto. 

Tudo começou com ele, aquele que provavelmente foi quem apresentou o gênero para muita gente aqui no Brasil, o Jaspion. Com sua armadura maneira, um monte de veículos high-tech como um jato e um tanque com brocas para furar a terra, sem falar no fantástico Daileon, todo dia ele enfrentava os monstros de Satan Goss. 


Aliás, Satan Goss que devia receber uma porrada de processos de direitos autorais. Como vi em algum lugar, o grande vilão do Jaspion era descaradamente uma mistura entre o Megatron dos Transformers e o Darth Vader do Star Wars, com direito até a uma espada laser vermelha.


Mas essa não era a verdadeira forma do vilão do seriado. Tinha um capítulo que ele se transformava no bicharoco horrendo abaixo, que mais parecia uma mistura do Chutulu com um morcego. Eu admito que quando eu era pequeno, morri de medo nesse episódio, tive pesadelos que esse puto viria me pegar.


Voltando, o grande barato era que Jaspion tinha também uma forte dose de comédia. Ainda mais ele com aquela pinta hilária de japonês com cabelo afro e camisa de oncinha, fazendo aquelas caras e bocas toscas quando ele fazia merda.

Tipo em um dos primeiros episódios, em que chega na Terra (afinal, ele veio de outro planeta) e acaba entrando sem querer no banheiro feminino, levando porrada as mulheres que estavam ali...


Esse era um dos pontos que eu achava legal no Jaspion. Pois ele era um verdadeiro boçal, um crianção todo enrolado que sempre se metia em confusão. Algo bem original, pois o sujeito era ao mesmo tempo herói protagonista e comic-relief. Sem falar que na época a criançada se identificava com ele, com seu jeitão infantil e risonho. Até mesmo na série, não foram poucas as vezes que apareciam crianças que participavam do episódio.

Sem falar que seus amigos também aprontavam das suas. A começar com a andróide Anri, a mocinha simpática e bonitinha de vermelho, que foi a primeira paixonite oriental de um bando de garotos da época, entre eles este texugo. Estava sempre dando esporro no Jaspion, mas também fazia as suas lambanças, geralmente em que ela data tilt e cruzava os olhos. E pra completar, o bicho Miya, que parecia o cruzamento de um Teletubbie com um porco-espinho e com direito a uma luz vermelha no peito como o ET, que ficava só falando "Miya... miya...".


Bicho chato pra cacete, na minha opinião... Quem nunca torceu para Miya levar porrada de um dos bandidos?  

Tinham alguns outros aliados também, sendo que um que aparecia bastante era o Boomerman. Esse eu nunca entendi, era um sujeito metidão, daqueles que aparece na cena com o ventinho japonês do Ryu, sempre mal-encarado mas descendo a porrada nos bandidos usando seus dois bumerangues. Tinha uma história de que seu irmão tinha sido morto pelo Satan Goss, e ele queria se vingar. Um dos maiores aliados do Jaspion durante toda a série.


E não sei porque... mas tinha a impressão de que ele usava batom. 

Quanto aos vilões, o principal antagonista era MacGaren. Filho do Satan Goss (não vamos imaginar como que o Darth Vader robótico arrumou um filho), ele era o líder da organização que queria dominar a Terra com os monstros, com sua armadura toda preta pra deixar claro que ele era do Mal. Mas que de perto era ridícula, por conta das pintinhas amarelas e dos quadradinhos coloridos no peito. Todo dia ele aparecia com algum plano infalível, que geralmente envolvia um monstrinho ou um monstrão, mas que sempre entrava pelo cano.


Sim, Jaspion tinha uma certa originalidade pois não tinha essa do monstro começar pequeno, e depois de morrer aparecia alguém pra revivê-lo com vinte metros de altura. Ou era um monstrinho pequeno, ou era um monstrão grandão em cada episódio. Ou ambos.

Claro que não faltavam outros aliados com o MacGaren. Sempre tinham alguns manés, com aquelas fantasias de quinta categoria, que apareciam em um episódio até serem fatiados pela espada laser de Jaspion. Mas alguns renderam um pouco mais. Na verdade algumas, MacGaren era o verdadeiro ladies-man: tinham aquelas duas doidas, a Purima (da bolota na cabeça) e Gyoru (a vestida de diabinha, que na tradução virou Goru), sem falar da bruxa Kilza, que parece uma Tina Turner oriental.


Quem não se lembra do "Berebekan Katabanga, Berebekan Katabanga, Berebekan Katabanga... Kikerá!"? Ela aparecia pra ressuscitar o MacGaren, depois que ele tinha sido quebrado em vários pedaços pelo Jaspion, mas acabava morrendo um pouco depois.

E ainda tinha a irmã dela, Kilmaza, que tocava castanholas na hora de fazer suas magias. Lamentável... Que tinha aqueles cinco ninjas com os adesivos coloridos na testa, que eram decapitados um a um pelo Jaspion em cada episódio, e liberavam algum poder especial, tipo um canhão ou um monstro.


Tosco pra burro. E não me lembro se era com a Kilza ou a Kilmaza, mas uma delas era decapitada pelo Jaspion, e a cabeça continuava falando, com o restante do corpo segurando ela em uma das mãos.


"Você viu um corpo procurando uma cabeça? Eu sou uma cabeça."

Tá bom, eu sei que os mais puristas da série vão pedir as minhas bolas por ter falado só da Purima e da Goru. Pois as duas eram na verdade metade de um dos grupos de vilões mais icônicos da série, os Quadridemos. Além das duas moças acima, tinham dois sujeitos: o barbudo caolho Iki que tinha um tridente e mãos que podiam ser disparadas (e que lembra o Kano do Mortal Kombat), e o Zampa era na verdade uma máquina e que tinha matado os pais de Jaspion, e estava sempre com cara de quem tava segurando um peido.


E pra completar tinham os monstros gigantes, estes também mais ridículos um que o outro, com aquelas fantasias de borracha mal-feitas. Como o Pirossauro, uma piranha gigante com uma cabecinha tosca lá em cima da sua cara feia grandona e vesga.


Ou o tosco Troncor, que na verdade era uma grande árvore que queria salvar a floresta e que foi transformada em monstro por Satan Goss...


Ridículo, mas não tanto como Paregonta, o monstro que surgiu de um desenho de um pentelho e que parecia um filhote de Deus-me-livre com cruz-credo, com seu cabelinho pixaim e seus olhos arregalados de crackudo.


Como sempre, era a mesma história: o monstro começava a tacar o zaralho, e aparecia o Satan Goss que disparava um raio que os deixavam enfurecidos (sempre com o narrador dizendo "Satan Goss tem o poder de enfurecer os seres e transformá-los em monstros incontroláveis"). Aí o Jaspion chamava o Daileon, e depois da manjada cena de transformação (com a musiquinha que deixava todo mundo ficava empolgado e certamente está tocando agora na sua cabeça), rolava uma porradaria de gigantes, que muitas vezes destruía a cidade da mesma forma que o Ultraman. Aliás, algo que eu sempre percebia era que o robozão sempre dava aquele soco de lado e depois um chute no saco do monstro, era a mesma coreografia sempre.


Depois de alguns minutos, pra terminar, o Daileon desferia seu golpe final, que fazia o monstro explodir e fim de papo. Como acontecia em todas as séries japonesas. Mas sem dúvida Daileon era um dos robozões mais maneiros de todas elas, na minha opinião o melhor de todos.

Jaspion tinha uma história muito legal, apesar dos devaneios nada a ver em certos momentos, com uma Bíblia Intergaláctica, o tal pássaro dourado que era invocado por um bando de crianças escolhidas e o bebê que surge do nada e ajuda Jaspion a derrotar Satan Goss (e depois é adotado pelo herói, recebendo o nome de Tarzan). Bons tempos...

A postagem já está ficando bem longa, e eu só vou falar de mais dois seriados nesta primeira parte. E os próximos da lista são o Esquadrão Relâmpago Changeman.


Eles vieram na mesma época do Jaspion, tanto que passava logo depois do herói metalizado. Esse fazia parte da série de Super Sentais japoneses, as séries onde temos cinco personagens coloridos que lutam contra os bandidos. Pra você ver como esse gênero é famoso lá no Japão, desde o ano de 1975 que uma nova equipe é apresentada ao público por ano. Até hoje.


Puta que pariu! Parece um pacote de M&M's! No melhor estilo de "Onde Está Wally", tente encontrar os Changeman nesse mar de cores, ou outros de seus heróis favoritos.

Pra variar, temos uma organização do Mal alienígena chamada Gozma, liderada pelo Senhor Bazoo, um gigante que parece ter sido vítima de um acidente de carro, pois é um cotoco sem braços e pernas. Como esperado, ele quer conquistar a Terra, e o exército japonês cria uma força especial militar para defendê-la do ataque dos monstros. Mas isso só será possível graças a cinco recrutas rebeldes, que são misteriosamente tomados pela Força Terrena, e se transformam nos Changeman.

Só esse prólogo eu já acho curioso e original. Normalmente os heróis são escolhidos, tem alguma história nobre por trás de sua motivação. Mas aqui eram cinco adolescentes que estavam de saco cheio do rigoroso treinamento militar e que estavam no "lugar certo na hora certa" de receber a tal Força Terrena no momento em que ela se manifestou.


Como praticamente todos os sentais japoneses, são cinco integrantes e cada um é representado por uma cor. Além disso, cada série tem o seu tema específico. Enquanto os Power Rangers eram animais pré-históricos e teve até um Super Sentai baseado em trens (sério!), Changeman apelou para criaturas mitológicas.

Como de costume, o líder é o vermelho, o Change Dragon. O preto é o Change Griffon, o azul é o Change Pegasus, a branca a Change Mermaid e a rosa a Change Phoenix. Por trás dos capacetes, estavam respectivamente o sempre complexado Tsurugi, o pegador Hayate, o brincalhão Ozora, a inteligente Sayaka e a invocada Mai. Que, quando usavam trajes civis, geralmente usavam as cores dos seus uniformes, pra todo mundo saber quem era quem. Mostrando que não somos só nós, ocidentais, que temos dificuldade de distinguir japoneses uns dos outros.


Curiosidade inútil: de todas as dezenas de séries japonesas de Super Sentai, Changeman é a única em que usaram a combinação de cores vermelho, preto, azul, branco e rosa.

Embora não tivesse a mesma pegada cômica de Jaspion, os personagens eram muito carismáticos. Pessoalmente, o que eu menos achava legal era o Tsurugi, pois ele tinha sempre aquele ar de que era un líder inepto, sempre se questionando, mas que no final do dia era sempre quem liderava o Esquadrão Relâmpago para a vitória. Os outros dois rapazes, por sua vez, eram mais legais: o Hayate sempre bancava o mulherengo, foram vários episódios que ele tentava azarar alguma garota, jogando charminho ao pentear a cabeleira com estilo, mas sempre se dava mal, enquanto que Ozora era um piadista, que cantava desafinado e brincava com a criançada.


E tinham as duas garotas do grupo, Sayaka e Mai. A Change Mermaid era a preferida da garotada, outra de minhas paixonites orientais quando eu era pequeno juntamente com tantas outras. Provavelmente pelo fato de que ela estava sempre de mini-saia, muitas vezes deixando aparecer sua roupa de baixo ao dar um chute ou uma pirueta (eram os anos 80). Por sua vez, a Mai era aquela que não levava desaforo para casa, muitas vezes com uma cara invocada e que na época muitos de meus amigos diziam que ela era fanchona. Curioso ver como a personagem rosa, que geralmente é a meiguinha e doce do grupo, era essa enfezada de cabelos curtos. Mas digo que ela até era jeitosinha, especialmente nos raros momentos em que sorria.


Quando se transformavam, ganhavam poderes dos seres mitológicos que cada um representava. Acontece que esses ataques especiais eram raramente usados, só uma vez ou outra que um dos personagens os usava. Além disso, eles saiam na porrada mesmo, ou usavam uma engenhosa pistola que desmontava e virava uma espada e um escudo, que certamente foi bolada assim pra servir de brinquedo pra criançada.

Aliás, algo que eu sempre percebia e nunca entendi era que o Change Pegasus, o azul (que era o que eu gostava mais), segurava a espada ao contrário...


A equipe era liderada pelo Sargento Ibuki, que poderia ser classificado como o Capitão Nascimento japonês. As cenas do primeiro episódio, no qual ele coloca os recrutas debaixo de um pesado treinamento, na base de metralhadas e granadas, mostra que o milico era bem radical. E, acho que não faz mal soltar um "spoiler" de uma série de mais de trinta anos: Ibuki na verdade era um alienígena, que estava na luta contra o Imperio Gozma.


Tinham alguns aliados que apareciam de vez em quando, e outros que se juntaram aos Chageman no final (já chego nesse ponto). Mas cabe comentar de uma aliada que esteve com eles em vários episódios, a garota Nana, vinda do planeta Tecnolíquel. Inteligente pra caramba e dotada de uma aura energética que os vilões querem usar, Nana ainda tinha uma característica bem curiosa que era o rápido envelhecimento: ela aparecia como menina e numa hora pra outra se transformava em adolescente.


E eu achava muito engraçado esse nome, Tecnolíquel.

Agora vamos para os vilões. Aqui eu faço questão de dedicar um certo espaço pra falar deles, pois eu acho que nenhuma das séries japonesas teve bandidos tão emblemáticos como em Changeman. Claro que sempre tinha o monstro convidado do episódio, mas antes de falar deles é legal apresentar a tripulação da nave Gozma.


O líder de todos era o tal do Senhor Bazoo. Como disse acima, era uma criatura que parecia ter saído de um acidente de automóvel, um tronco sem braços e pernas com direito a um coração visível batendo e umas mangueirinhas de aquário bombeando Tang morango. O puto era um destruidor de planetas, viajando pelo Universo e se alimentando dos astros celestes, e dessa vez a Terra era o prato da vez. E para isso ele tinha o grupo acima, vindos de outros planetas que ele havia conquistado.


A começar pelo Comandante Giluke, com o seu visual tosco de destaque de carro alegórico de carnaval, com direito a umas pequenas televisões montadas em seus ombros com as quais ele podia assistir o campeonato estadual de purrinha. Ele fazia todo o estilo de líder incompetente, ficando na nave bolando os planos "infalíveis" que depois saíam pela culatra, resultando em um esporro do Senhor Bazoo no final do episódio.


Algo de curioso é que ele enfrentava os Changeman no meio da série e era morto, mas aí seu espírito vai para o cemitério espacial e se junta com um monstro que havia morrido, e assim ele vira um fantasma que mais parece um tolete daqueles que encontramos boiando numa privada de rodoviária...


Até que em um episódio ele absorve a tal aura energética da Nana e renasce com mais poderes, virando o Super Giluke (que original), com um visual de bicha louca, com essa capinha vermelha e essas orelhas de Gremlin, com luzinhas de Natal piscando no fundo. Ui!


Ele depois ainda vira um outro monstro até ser morto pelos Changeman no penúltimo episódio.

Disputando a posição de grande líder, temos a Rainha Ahames. Ela é rival direta de Giluke, e acaba assumindo a nave depois que o sujeito morreu pela primeira vez. E é outra que conseguiu ter os seus poderes melhorados pela aura energética de Nana, ganhando até uma roupa prateada que parecia a Madonna. Tinha um dragão de duas cabeças e conseguiu a proeza de destruir a base dos Changeman no final da série, após um ataque de loucura.


Seguindo, temos um dos vilões mais icônicos do seriado, talvez até de todas as séries japonesas, o pirata espacial Buba. Com seu visual assustador que lembrava em parte o Predador, ele sempre estava na linha de frente enfrentando os Changeman sem piedade. Tudo bem que ele nunca conseguia vencê-los, mas não foi por falta de tentativa. Apesar de ser um vilão perigoso e ameaçador, tinham duas coisas engraçadas nele: primeiro, uma das armas dele mais parecia uma chave de boca; e a outra era que ele tinha a voz do Senhor Barriga do Chaves.


Mas o que tornou Buba um dos vilões de maior destaque foi um gesto nobre que ele faz no final da série, que já falo na sequência. Antes de travar um duelo épico com o Change Dragon (considerada por muitos como a melhor cena de luta desses seriados japoneses), em que ele morre.

E esse gesto nobre tem a ver com a vilã seguinte, Shima. Era outra que participava ativamente do combate, implacável com os heróis e até mesmo com os civis. Que todo mundo a conhecia como a mulher com voz de homem. Isso mesmo, Shima tinha um vozeirão grosso inconfundível, tipo Alexandre Frota. Se meus coleguinhas de escola achavam que a Mai era fanchona, imagina o que diziam dessa aí.


Mas na verdade ela era uma princesa, e a tal voz masculina, juntamente com o seu coração perverso, eram consequência dela ter sido enfeitiçada por Bazoo. E aí é que entra Buba, pois ele consegue recuperá-la desse feitiço antes dele morrer. Aí Shima fica boazinha, recupera a voz de mulher e se une aos Changeman.

Seguindo, temos o bicho verde Gaata, que faz o comic-relief da série e devia gastar uma fortuna com pasta de dente pra escovar sua boca dentuça. Ele nunca fazia nada de útil, apenas ficando na nave e sendo pisado pelo Gyodai. É outro que acaba desertando e se alia aos Changeman, para se reunir com sua mulher e filho, um bichinho escroto que ficava tocando flauta e usava bermuda com suspensórios.


Olha só as pernas do filho dele, aquilo ali é tudo sobra de tecido da fantasia que não quiseram cortar, provavelmente imaginando aproveitá-la para a próxima série.

E finalmente chegamos nele. A criatura mais sensacional de absurda de toda a série, de todos os seriados nipônicos, diria até mesmo de toda a teledramaturgia. Palmas para o Gyodai.


Cara, não tem bicho mais ridículo. Sério, não dá pra explicar o que ele é, parece um saco todo enrugado com aqueles braços que parecem bengalas e um olhão dentro de sua boca enorme, Gyodai aparecia logo depois dos Changeman explodirem o monstro do episódio, sempre acompanhado de sua musiquinha característica (se você assistia, certamente a música tocou na sua cabeça agora). Aí ele disparava um raio de seu olho que transformava os restos do monstro num gigante. E ele sempre ficava todo cansado depois disso, se arrastando pra fora.


Todo seriado de Super Sentai tinha um desses aí. Mas nenhum como o Gyodai.

Pior que todo mundo que assistiu Changeman uma hora ficou com pena do pobre Gyodai. Pois ele nada mais era que um bicho irracional, que só sabia falar "Gyodai" e era controlado pelos vilões, que muitas vezes enchiam ele de porrada. E aquele episódio em que ele foge, perambulando solitário pelas ruas de Tóquio até que os Changeman se fantasiam como ele. É simplesmente hilário ver o Gyodai pulando de alegria, gritando "Gyodai! Gyodai!".


Sensacional. Tanto que no final Gyodai acaba sendo resgatado pelos Changeman, depois de ser largado na nave Gozma que estava explodindo.

O interessante é ver como boa parte dos vilões acaba desertando e se unindo aos Changeman. Na verdade, todos eles são de planetas que foram destruídos ou conquistados por Bazoo, e apenas se aliaram a ele baseados na promessa de que seus mundos seriam protegidos ou reconstruídos. Inclusive, alguns dos monstros convidados estavam na mesma situação, enfrentando os nossos heróis a contra-gosto, buscando apenas proteger seus mundos. Pessoalmente, achei a ideia bem legal, mostrando inimigos que tinham suas boas intenções no fundo.

Mas eles eram muito toscos... Fico me perguntando o que os japas que bolaram esses monstros tinham fumado (imagens daqui, que tem a lista de todos os vilões do Changeman).


Um deles merece destaque, que era Ross, o metaleiro espacial. O bicho parecia o Pica-Pau e era um grande astro de rock das galáxias, acumulando fãs histéricas por vários planetas (inclusive Shima, por mais ridículo que possa parecer uma mulher com voz de homem gritando seu nome). O puto tinha uma guitarra e um par de óculos que o ajudava a prever os movimentos dos inimigos.


E me lembro que também era pra esconder seus olhos, que eram caídos. Talvez o mesmo problema que o Johnny Bravo tem.

Por fim, não podemos nos esquecer dos toscos soldados Hiddler (e não Hitler, como um garoto babaca na escola dizia). Eles eram os sacos de pancada de todos os episódios, os monstrinhos que iam na linha de frente e só levavam porrada dos Changeman, como é comum em todas as séries japonesas. E preciso dizer, conseguiram escolher um visual bem monstruoso para eles, com suas caras babando, cabelo de miojo e suas bundas largas, lutando com argolas bizarras.


Bons tempos... Changeman foi uma das séries mais longas, com 55 episódios, o que exigiu uma grande criatividade dos produtores para bolar histórias. Mas até que conseguiram, com cinco personagens principais era relativamente fácil fazer isso. Tipicamente, um dos Changeman era o protagonista de cada episódio, com uma história entre as lutas com os monstros, e alguns até davam um certo destaque para um dos vilões.

Mas claro que depois o capítulo seguia o mesmo enredo de sempre: depois de muita pancadaria, os Changeman montavam a sua bazuca, mandando o monstro para o espaço...


... que depois era transformado em gigante pelo Gyodai. Nessa hora, eles chamavam a Base Shuttle, que era praticamente um ônibus espacial de onde eles pegavam os seus veículos: o Jet Changer 1 era o jato maneiro pilotado pelo Change Dragon, o Heli Changer 2 o tosco helicóptero do Change Grifon e Change Mermaid e o Land Changer 3 um lento blindado comandado pelo Change Pegasus e Change Phoenix.


Depois da longa cena em que eles entravam em seus veículos, que raramente eram usados em outras ocasiões, tinha a manjada cena da transformação, que terminava com o Change Robô. Tanto que em alguns episódios parece que se cansaram, e aí o robô já vinha voando. Aí vinha a cena de luta contra o monstro, que sempre terminava com o robozão sacando sua espada laser e cortando o bicharoco em pedaços.


Todo dia era a mesma coisa, mas a galera curtia aos montes.

Pois é, Changeman era realmente um grande barato. Claro que vieram outras séries japonesas parecidas que passaram por aqui depois, algumas até bem legais (como o Flashman, que eu iria falar aqui hoje também, mas vai ficar para a parte 2 da postagem), mas na minha opinião nenhuma supera o Esquadrão Relâmpago. Como disse, os personagens eram bem carismáticos, e até mesmo os vilões eram muito bem elaborados, quem curtia a série certamente se comoveu com a história de alguns deles, especialmente no final da série.

Jaspion e Changeman sempre ficarão na minha memória de infância, tanto que me dá uma alegria imensa vê-los na Band nos domingos. Estou até pensando em arrumar uma conta na Amazon Prime, pois lá tem todos os episódios pra assistir.

A postagem ficou imensa, acho que é melhor parar por aqui, e continuar em outro momento com outras séries japonesas da saudosa Manchete.
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